19 de fev de 2016

A Ju Morreu? Não, mas quase!



 Ai gente do céu, como eu andei longe da blogosfera e, infelizmente, talvez eu me afaste ainda mais esse ano.
 O motivo? Ah, é aquele que acaba afastando todo mundo daqui mesmo: estudo, provas, responsabilidade... vida. É meio difícil aguentar tudo isso, e as vezes nos sentimos perdidos, tristes sem motivo, nos perguntando quando é que nossos dias se tornaram tão monótonos que o único momento de "felicidade" do nosso dia é não prender a bolsa na catraca do ônibus. Nesses momentos que a gente se sente meio sozinho, sem amigos, cometemos aquele erro de esquecer o porquê de estarmos aguentando tudo isso, que nada mais é do que realizar os nossos sonhos.
 E esquecer dos nossos sonhos pode acarretar numa existência onde a gente se sente como quem morreu.
 Pelo menos, era assim que eu estava me sentindo...
 Vamo começar do começo?
 Quem acompanha o blog a mais tempo sabe bem dessa minha personalidade de quem tira sarro de tudo, mas que tá sempre tentando melhorar, comigo não tem dessa de manter tudo do jeito que tá, se dá pra melhorar eu vou pelo menos me esforçar pra isso. Mas, também, já devem saber que eu sou do tipo ansiosa, e que me desespero muito por coisas do tipo: futuro.
 Eu odeio pensar no futuro, odeio mesmo, esse incerto não me fascina, me irrita.
 E eu sei que sou jovem, sei que vou passar por muita coisa ainda, mas isso pra mim não é reconfortante. Se alguém vê a pouca idade como uma desculpa ou trunfo pra fracassos eu vejo como desperdício, porque eu nunca mais vou ser tão jovem quanto eu sou agora, e se alguém vê a certa de erros futuros como algo para se tranquilizar eu vejo como sufocante, a certeza de que vou cometer mais erros.
 Pra completar tudo isso, comecei a ficar parada em casa. Sem colégio, sem curso, sem faculdade, sem trabalho. Comecei a pensar em como eu reclamava por estar sempre cansada por estar fazendo algo que eu não queria, mas percebi que estar sem fazer nada da minha existência em si é muito pior. Fiquei perdida, com zero vontade de fazer alguma coisa, até porque eu nem sabia o que fazer.
 Acho que o ser humano é contraditório assim mesmo, eu vivia falando que não queria fazer nada e quando não tive nada pra fazer mesmo foi desesperador. 
 E quando a gente passa por isso que eu passei (te trabalhar em algo que odeia, por exemplo), e entra nesse looping de dias que ficam se passando sem somar nada, aquela minha pequena (pequena porque nunca deixei de fazer o que tinha que fazer, rs) depressão tinha voltado
 E ninguém notou. Ninguém nunca nota. Porque a gente esconde. Comecei a dormir mais, parei de ler porque não conseguia mais me imaginar na história com meus pensamentos que vagavam por ai, passei a não conversar mais tanto com os meus amigos, e até a sair menos, e meus sorrisos já não eram mais tão espontâneos. Como poderia sorrir? Estava feliz pelos meus amigos estarem passando em faculdades, e conseguindo empregos que gostam, eu juro que estava, mas não conseguia parar de pensar: e eu? A culpa é minha por ter perdido meu tempo em algo que não tem a ver comigo? A culpa é minha que preferi seguir algo mais certo e não me arrisquei? Meu Deus, eu nunca vou conseguir me formar na faculdade. E esse tipo de melodrama que acredito ser bem comum nessa idade.

 Nossa, como eu chorei. Para ser sincera, ainda choro as vezes, mas é mais naqueles momentos em que me sinto impotente quanto aos meus sentimentos. Comecei a me preocupar de mais sobre coisas tão pequenas, sabem? Por exemplo, ao me atentar ao fato de que vou entrar na faculdade com 19 anos (mesmo começando a escola um ano mais cedo) e na incerteza de que eu passe em uma federal ou na faculdade do exterior que eu quero. 
 Daí aconteceu de eu esquecer o meu sonho, e também nas coisas que me fazem feliz.
 E, como sempre, eu acabei me afastando do blog. E olha que eu tenho MUITOS posts nos rascunhos, mas eu simplesmente não estava feliz o suficiente para terminá-los, e como eu odeio coisa mal feita acabei por não fazer.

 Num dia desses, parei pra pensar nessa minha situação, porque chega uma hora que não dá pra continuar fugindo (e também, porque quando você dorme muito começa a ficar com insônia - ficaadica), e então eu lembrei exatamente o que quero fazer. 
 Fui atrás de uma prova para bolsa pré vestibular sozinha, prestei a prova sem grandes expectativas e consegui mais de 50%, implorei pra minha mãe pagar - o que ela fez de bom grado, como sempre quando se trata de estudos - e comecei a estudar um pouquinho todo dia, a malhar também (já que a prova é mais de resistência ao final), limpei o meu quarto e joguei fora tudo que me prendia e não me servia mais, comecei a pensar no que eu faria para focar nos estudos (entregar meu cartão de crédito pra minha mãe e decidir trancar meu note durante semana foram algumas das coisas). 
 Porque acabamos nos cansando de se sentir impotente, de chorar, de só ver os outros conquistando coisas e a gente nada (mesmo que fiquemos felizes por eles). 
 E também fiz uma mudança de pensamento. 
 Não ligo se eu for a última a me formar, ou que não passe na faculdade mais nariz em pé que eu consigo imaginar, desde que eu consiga, com o meu próprio esforço.
 Ninguém nunca me obrigou a fazer isso, muito menos estão agora, e eu compreendi que devo fazer um pouco mais de esforço, talvez tenha momentos nesse ano que eu me sinta muito burra, e incapaz de passar em qualquer prova que não seja para o primário, e devo me sentir sozinha por ver meus amigos com menos frequência. Mas acho que esse é o tipo de coisa que devemos passar, amadurecer, pra conquistar algo pra gente, pra dar um passo a mais em direção do seu sonho tem que levantar de onde você tá e ir atrás, tem que arriscar mesmo que isso signifique se atrasar em outros aspectos e se sentir ser deixado pra trás é normal, e também aceitar que não existe nenhum certeza de sucesso, e talvez seus esforços não deem em nada mesmo,porém, aquele sentimento de: puts, eu tentei, podem falar o que quiser de mim, mas nunca poderão dizer que eu não tentei.

 Por isso, os posts podem demorar pra sair - vou tentar terminar os rascunhos aos finais de semana. E se quiserem ver mais coisa minha, talvez, seja melhor me seguir no Tumblr - lá eu apareço mais por motivos de: tenho o aplicativo no celular, rs.

 Então, decidi tentar pra valer esse ano. Vou me dedicar, e pode ser que eu dê alguns deslizes, mas não sou do tipo que fica no chão, posso até cair e ficar um tempinho deitada pra esfriar o corpinho, porém como minha mãe sempre diz: quando esse diaxo coloca alguma coisa na cabeça ela não se aquieta até conseguir.

E é como diz aquele ditado:
A gente tem que segurar essa Marimba

Um comentário:

  1. Ju, sempre fui de ler o seus posts, mas sou meio fantasma em comentários.
    Queria dizer uma coisa para você, não como conselho, mas sim apenas como se tivesse batendo uma papo frente a frente com você: Gostei do seu post. Sinceramente, até mesmo parei para pensar em mim, e vi algumas semelhanças no que estamos passando.
    Só que claro, cada uma reage de maneira diferente a certos momentos.

    Queria dizer que faculdade é uma escolha. Eu sei que esse sentimento de ficar para trás é muito ruim, porque eu sinto isso vindo da faculdade, eu não fiz curso técnico é não super ultra mega habilidosa para poder me comparar. Não importa se você vai entrar atrasada, como você disse, não importa, tem muitas pessoas de 30-40 anos que fazem faculdade por que viram que precisam.

    Esses meses de Janeiro e Fevereiro me senti impotente, porque "os outros desenham melhor do que eu" porque "eu não consigo um emprego para poder ajudar os meus pais e comprar as coisas que eu quero" e "os outros querem minha ajuda mas não me escutam quando eu quero a ajuda deles."
    Eu não sei até onde errei e acertei nesses pensamentos, mas estamos num eterno tornar-se, e estou enfiando na minha cabeça que "não importa como os outros desenham, sou feliz com meu desenho e sou desenhista, mesmo que amadora" e "vou ter um emprego, porque toda a semana eu mando um currículo para o lugar que eu vou entrar" e "vou continuar ajudando eles, e vou me ajudar mais ainda."

    Ju, admiro sua força e você é uma pessoa que com certeza se assemelha com a pessoa que mais me admiro no mundo: minha mãe, quando o pai dela falava que ela não ia estudar, ela teimava e ia. Ela se tornou o que mais sonhava: professora.
    Vejo um pouco dela em você, e digo que o esforço que você agora está tendo vai ser recompensador e que você é uma pessoa forte e vai conseguir, VOCÊ VAI.

    Erre bastante, assim como eu também vou errar, porque quem erra agora aprende e se torna forte. Ju, escrevi isso as uma hora da manhã, e estou meio dopada de sono, mas espero ter passado uma mensagem sincera e não algo ruim, desejo a você o melhor que o mundo oferece, e encerro com uma frase meio desajeitada que pode não ter muito sentido.

    "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
    Você está semeando sua felicidade e isso lhe trará somente coisas boas.

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