22 de mar de 2015

Profissionais de cabelo colorido e tattos?

Gente, perdão por não andar postando. Talvez eu explique o motivo desse "sumiço" mais tarde, poréeeemmm, decidi começar por essa postagem depois de ouvir algumas pessoas falando sobre o assunto.

 Recentemente, durante uma conversa com alguns colegas mais velhos no meu trabalho acabamos tocando no seguinte assunto: Profissionais de cabelos coloridos e tatuagens.
 Alguns não ligavam para o cabelo, apesar de falaram que não iria muito longe com o cabelo tingido de azul, outros abominavam tanto quanto a tatuagem, em que concordaram que, ainda mais por eu ser uma garota, se fizesse não deveria mostrar
 Isso fez com que eu refletisse e me colocasse no lugar do "cliente".
 Percebi que... realmente, o conflito entre as gerações é grande, porque, do fundo do meu coração, eu não iria me importar se meu médico (ou médica) fosse tatuado/a, na verdade eu tive uma professora com tatuagens e piercings, de português, e ela era muito boa e sempre curti o estilo dela. 
 Talvez isso seja somente mais um dos reflexos da sociedade em que vivemos, que ainda é machista, racista, em suma: preconceituosa.


 Porém, vamos nos reter aos cabelos coloridos e tattos.
 Vivemos num mundo onde quem tem personalidade suficiente para fazer uma tatuagem (que, muitas vezes, é simbólica para algum momento da vida) são excluídas de alguma forma, taxadas como marginais, e obrigadas a pesquisar no google coisas idiotas como: Quais carreiras seguir quando se tem tatuagem (sei que essa matéria é útil e bem construída, mas ao mesmo tempo é um tapa na cara de todo mundo, um absurdo alguém não poder seguir determinada carreira por causa de uma tatuagem, como se ela definisse a sua capacidade/habilidade/inteligência).
 Aí o Fulano vem e me diz: "Mas a pessoa deveria ter consciência disso na hora que fez". Oi? Então quer dizer que devemos basear a nossa vida e segui-la de uma forma a evitar os preconceitos e não confrontá-los? Ser conformista? E se essa tatto fizer parte da personalidade da pessoa? É o mesmo que falar para as pessoas esconderem quem elas são, os sonhos e as vontades!
 O mesmo com os cabelos coloridos. Quando pintei as pontas de azul por onde eu andava todo mundo me encarava, ouvi até algumas pessoas falando que isso era pra chamar atenção. (?) Fios, eu nem sabia o nome de vocês (na verdade, não conheço a maioria dos que falaram mal, pf, não tenho o número desse povo no meu celular), somente tinha feito porque fiquei com vontade, achei legal, sabe? Quis mudar um pouco, quis me divertir pra variar, porque nessa vida nós devemos fazer isso, se não fica tudo muito sério e monótono.  As pessoas querem definir um "normal", mas como fazer isso quando existem tantas pessoas diferentes no mundo? Estou começando a perceber isso.



 No fim, a conclusão que cheguei foi que: Novamente, isso tudo é fruto de mais preconceitos e visões fechadas em relação ao modo de vida dos outros levando somente em base a própria. Puro julgamento e falta de conhecimento, ignorância que cega os outros e faz com que tenham essa "visão pré moldada" em relação à outras pessoas, e podem acabar deixando de dar oportunidade de emprego para um ótimo profissional por causa disso.
 Pergunto-me se essa minha geração terá uma "mente mais aberta" em relação à isso, e como seria legal se fosse assim, se discutissem mais isso e percebessem que não é um cabelo com uma cor "não natural" e um trecho de música marcado na pele que torna a pessoa diferente, que a torna burra ou irresponsável. Mas que isso mostra quem a pessoa é, faz parte dela. Além de corajosa por estar disposta a enfrentar esses muros de puro preconceito e hipocrisia de nossa sociedade.

 E, admitindo aqui entre nós, é preciso muita coragem para mostrar ao mundo quem você é dessa forma.

A secret to happiness is letting every situation be what it is instead of what you think it should be, and then making the best of it.
— TheDailyPositive.com

2 comentários:

  1. Os post é sobre cabelos coloridos e tatuagens, mas primeiramente eu quero comentar sobre... coturnos. Sim, coturnos. Eis aqui o nome dos sapatos que estão no armários da maioria das mulheres hoje em dia (e que provavelmente ainda estarão em alta no próximo inverno), mas que, três anos atrás, faziam a marca registrada apenas de quem era considerado mais rebelde. Nos meus 14, 15 anos, resolvi adquirir um par. Não porque eu era rebelde, mas porque eu queria transparecer meu gosto musical no meu estilo, e coturnos, junto com tachas, couro e coletes jeans, me pareciam uma boa pedida. O lance é: comprei meu par e, naquele época, usei-o pouquíssimo. Sei lá, achava os tais dos coturnos ousados demais, apesar de lindos, e sempre que os colocava sentia uns olhares enviesados na direção dos meus pés. Eis que, semana passada, num dia de chuva, olhei pela janela do ônibus e todas as mulheres — TODAS, e acho que alguns homens também — estavam usando coturnos.

    Coturnos. Os coturnos que antes eram o símbolo da ousadia/personalidade forte ali, em vários pés, super democráticos, de todas as texturas, acabamentos, cores.

    Daí você pensa em tatuagens. Pensa que, todas essas pessoas que julgam tatuagens e cabelos coloridos, daqui a um tempinho podem estar desfilando de cabeça rosa e corpo estampado pelas ruas. Sabe por quê? Porque o ser humano sabe julgar, mas não sabe o que quer. Nunca soube.

    Coitados.

    Coitados de nós.

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    1. EU AMO COTURNOS E ESSE É UM DOS FATOS MAIS LEGAIS QUE EU JÁ LI SOBRE ELES.
      Sempre fui ousadia e alegria, minha mãe até hoje tenta me frear em usar certas coisas por ela não julgar certas situações "apropriadas", e eu ligo? No, porque se eu paguei quero usar, oxi, e eu nunca liguei para os outros mesmo.

      Não nasci nesse mundo pra ligar pra opinião dos outros.
      Acho que muita gente não se veste do jeito que gostaria por ter medo de julgamento ou estar fora de moda, o que, apesar de eu compreender, acho uma atitude beeemmm idiotinha. Como diria Inês Brasil: pra que se a gente vai morrer, irmãos?

      Sabe Lari, eu acho que todo mundo sabe o que quer, lá no fundo, o problema é aceitar nossos desejos e respeitar o dos outros....

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