14 de fev de 2015

Contos Maravilhosos - Something Extraordinary




 Segundo andar de um sobrado cinza qualquer no centro da cidade, 16h30. 
 Lá estava eu, sentada em minha cama, pensando naquela mensagem que havia me mandado.... Estava nublado, o dia perfeito para ler ou dormir, porém você insistiu em inundar meus pensamentos novamente. Como pode? 
 Gostaria que me deixasse em paz, ou melhor, gostaria que se resolvesse. Decidisse de uma vez.
 Contudo, recebi como resposta um: "O que você quer que eu faça? As vezes parece que quem não sabe o que quer é você".
 Hãn? Eu havia deixado bem explícito, ao menos para mim estava. VOCÊ é quem deixava tudo nessa inconstância, desfocado.
 A culpa era obviamente sua, pare de jogar para o meu lado, okay?! E ainda estragando meu final de semana.

 Soltei um longo suspiro. 
 "Como poderia deixar mais explícito?"

 A verdade é que... parando para analisar bem as coisas, eu jamais tinha colocado em palavras concretas, achei que minhas ações bastariam, pelo visto estava enganada. Não gosto de deixar as coisas no ar desse jeito, então por que estava hesitando?
 Pus-me em pé, já agarrando meu moletom jogado na cadeira e colocando-o para esconder a camiseta do Batman que uso como pijama, meu shorts pretos eram batidos mas dava para o gasto. Desci as escadas como o The Flash e até ignorei minha mãe perguntando o que eu gostaria de comer na janta, gritando um: "Já volto!".
 Estava me sentindo ainda mais idiota correndo na rua, minha vida é o que? Um vídeo clipe do Nickelback?

 Uma rua, duas, um quarteirão. 
 Meu celular vibrava loucamente em meu bolso, provavelmente minha mãe mandando mensagens e os grupos no whatsaap. Ignorei no momento.

 Pude visualizar uma casa com o portão branco, respirei fundo. Ali, na frente da campainha, o meu fôlego se foi mais rápido do que essa pequena corrida. Prendi a respiração e a toquei.
 Eu sou assim mesmo, sou uma pessoa de momentos. Quer me ver agir como uma pessoa estupidamente corajosa? Desafie-me ou me irrite. Não consigo que alguém duvide de minhas habilidades ou me irrite com dúvidas. 
 Ouvi o "clic" da tranca e logo você estava ali, com a cara de paspalho que sempre faz naturalmente, frente ao portão.

- Isso prova o suficiente?

 Contos Maravilhosos: Alguns contos idiotas que eu escrevo, que jamais irão acontecer comigo, mas que tem certos aspectos, personagens e até mesmos ações espelhadas em mim e em meus amigos (ou seja, yeah, alguma história deles pode vir parar aqui.... talvez muito deles, ou em conversas com minhas amigas, como este surgiu depois que eu e a R ficamos falando e viajando em momentos meigos como esse que só acontecem em filmes).
 Geralmente de romance alá John Hudges, e inspirados em sentimentos alá Valentine's Day.

4 comentários:

  1. Poxa, eu gostei ^^ kk É serio, gosto de contos, histórias etc.. desse jeito. Um amor meio atrapalhado, um garoto bobo que se você não falar diretamente pra ele o que sente ele nunca vai saber kkkk
    Agora vou ter que ler os outros contos do seu blog, por que ... Ah por que sim ué kkkkkkk
    Beijos

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    1. Ownt, Nat <3 Muito obrigada (oh, sim, créditos à R também por sua imaginação fértil como a minha, de gente 4ever alone <3)

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  2. Adorei, as vezes tem gente que não entende as coisas. Tudo tem que ser falado ou mostrado, acredito que as pessoas deviam 'sentir' mais.

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    1. Lola <3 Caraca, tu não sabe como eu me sinto ao saber q tu curtiu >//<
      <- tipo de pessoa descrita... mas é porque eu sou lerda, dsclp ))):

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