24 de jan de 2015

Essa merda que é Crescer



 De repente você não pode mais entrar na piscina de bolinhas, tu tem que pedir o brinquedo no Mac Donalds, as contas de matemática se tornam satânicas e você precisa passar o fim de semana fazendo trabalhos que acumulou por causa do trabalho de meio período.
 E tu percebe que tá crescendo. Ou melhor, você atingiu o pico sombrio na vida das pessoas: A transição para o colégio e faculdade, que significa ir para a vida adulta, e ai, parça, você vê que já era.
 Foi mais sou menos nesse momento em que eu percebi que meu tempo tá ficando curto.
 Ou melhor, às vezes essa constatação vem num baque, como hoje, em que eu estava quase chorando para descobrir como fazer um layout de loja para um amigo da minha irmã (tá apresentável, mas não em formato profissional, não do jeito que eu queria, tanto é que se eu conseguir entregar vou dar de bom grado e recomendar alguns sites que encomendam layouts profissionais, ai ele fica com esse até estar pronto), pensando no trabalho de mecânica que eu não tenho nem ideia do assunto pra terça. Ultimamente, minhas semanas tem girado em torno de uma ânsia pelo final do dia e, claro, pelo final de semana. Não pensar se tornou meu hobbie favorito, e ficar jogada na cama com o notebook ignorando minhas responsabilidades vem junto no pacote.
 Do nada, subitamente... recordei-me de quando era uma criança, e eu não ligava para que dia da semana era, porque eu sempre brincava na rua, minha maior responsabilidade era não zerar na prova de matemática que nem letras tinha e, claro, zerar no Guitar Hero para conseguir vencer na competição com o povo da rua.
 Metade de mim quer chorar, um pouco quer chutar o balde também, e a parte ínfima que começar logo a faculdade e me tornar gente.
 Mas, como nos tornamos gente quando nem ao menos sabemos lidar com os outros?
 Pois é, eu, aos nove anos, sabia exatamente o que eu queria e, ao mesmo tempo, não sabia porque dava qualquer resposta, não parava pra pensar direito porque achava que teria todo tempo do mundo. E agora? Ah, agora sinto como se estivesse segurando um pouco de areia e ela está escorrendo por entre meus dedos, rápido de mais... 


 Yeap... esse post foi para informar a vocês: Estou viva e estou ferrada... 


2 comentários:

  1. A imagem do começo é muito dahora e o texto, em si, extremamente identificável para qualquer adolescente que venha se ferrando com uma vida corrida.

    o/

    Você, prestes a entrar na faculdade, e eu, no meu último ano no terceirão. No meu caso é um mix: vontade de que o ano passe voando simultânea à vontade de que cada dia tenha, no mínimo, 72 horas. Uma pena que, desse mix, só a primeira parte vem sendo concretizada...

    Vida, vida, vida...

    Mantenha-se viva. Com o lance de estar ferrada... bem, tente ir lidando. Afinal é o que todos estamos fazendo: lidando.

    Beijos!

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    Respostas
    1. Minha fia... olha... eu estava que nem você, sem tirar nem por, e ao contrário do que muita gente diz, eu não sinto falta da escola (das pessoas? Yeah, sim), mas eu sinto falta do saber o que fazer kkkkk' - isso é que me deixa mais pra baixo.
      kkkkkkkkkkk "aceita que dói menos" - né?
      Bem, lhe desejo sorte nesse último ano de colégio e tks.

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