29 de set de 2014

Ele Não Está Tão Afim de Você [Filme]

ATENÇÃO:  Spoilers a partir do leia mais
Ele Não Está Tão Afim de Você (ou: He's Just Not That Into You)

Gênero: Comédia Romântica, Drama e Romance
Elenco original:  Ben Affleck, Jennifer Aniston, Drew Barrymore, Jennifer Connelly, Kevin Connolly, Bradley Cooper, Ginnifer Goodwin, Scarlett Johansson e Justin Long
Roteiro: Abby Kohn e Marc Silverstein. Baseado no livro He's Just Not That Into You de Greg Behrendt e Liz Tuccillo
Direção: Ken Kwapis

 Sinopse:
 Rolos. É isso em que podemos resumir a relação inicial dos personagens.
 Gigi (Ginnifer Goodwin), uma garota romântica, sai com Conor (Kevin Connolly), o cara que NÃO liga no dia seguinte (bem, acho que todo mundo já saiu com alguém assim). Querendo uma resposta concreta, ela vai até um bar onde acaba conhecendo Alex (Justin Long), que por ironia do destino é colega de quarto de Conor. Perspicaz, ele começa a mostrar a fria, crua e nua verdade para Gigi: O fato de que ele simplesmente não está tão a fim de você se ele não ligou no dia seguinte. E começa a ajudá-la a enxergar a verdade.
 Deixando isso a parte, esse cara que não liga no dia seguinte, vulgo Conor, está num rolo com Anna (Scarlett Johansson), uma cantora e professora de Yoga super sexy, porém, contudo e entretanto, ela gosta de Ben (Bradley Cooper), que é casado com Janine (Jennifer Connelly), que é amiga e colega de trabalho de Gigi (eita, cidade pequena). Que, por sua vez, ambas tem como chefe Beth (Jennifer Aniston), que namora Neil (Ben Affleck) a sete anos e não são casados (este, por sua vez, é amigo de Ben).
 Para completar a gama de personagens, temos Mary (Drew Barrymore), amiga de Anna, uma publicitária que faz os anúncios de trabalho de Connor e só se ferra com relacionamentos pela internet.
 Eu sei que estou na "onda" dos filmes de romance, e que ultimamente qualquer cena fofa já me faz querer chorar (yeah, eu sou sensível, okay?!). Muitas pessoas não dão o devido valor à romances, e eu sei disso porque já fui assim, porém, depois que todo esse preconceito dentro de mim provou-se infundado, tive que rever meus conceitos e, claro, assistir alguns filmes. E percebi que gostei. Que gosto, mesmo.
 Quando você olha para as coisas com outros olhos, você descobre coisas novas, as vezes você para e se pergunta: "uau, como não notei isso antes? Por que não via as coisas desse jeito? WHY?" .
 Anyway.
 Apesar de bem divertido e light, a trama fluiu bem, a trilha sonora foi boa, e os personagens muito bem interpretados. Na verdade, gente, nunca vi tanta diva de filmes de romance do meu core juntas, OMG.
OMG! TANTAS DIVAS <3
 Vamos começar pela personagem "principal" (ao menos ela é aquela que teve maior foco, em minha opinião).
 Gigi Phillips, ao que entendi, trabalha como jornalista, ou melhor, escreve colunas para uma revista. É uma garota romântica e quem, em partes, se assemelha muito comigo, por ser daquele tipo que fica ansiosa, pensa pra caramba e acaba sempre falando umas idiotices, ou melhor, umas coisas que teria sido melhor ter deixado em off. Ela sempre sai com um monte de caras, mas eles não ligam no dia seguinte, não atendem, ou seja, não parecem dar a mínima. 
 No começo do filme, ele tem um encontro com Connor, que foi apresentado à ela por sua colega de trabalho, Janine. Logo no primeiro encontro, ela já fica animada. 
 Bem... somente ela... porque é do tipo que vê "sinais" em tudo, acredita que ele realmente achou que foi "um prazer" tê-la conhecido, e que ele vai ligar no dia seguinte.

"Você sabe o que isso significa? Que todas nós somos encorajadas... não, programadas a acreditar que se um cara age como um completo babaca... isso significa que ele gosta de você."
 Ao passo que, Connor, por outro lado, está nas mãos de Anna. Liga o tempo todo, pergunta dela para as amigas, ou seja... é como dizem: "para cada homem que se faz de esperto, tem uma mulher que é mais" (acho que isso serve para as garotas que gostam de quebrar corações alheios também). Ou seja, foi sacanagem ele ter falado que ia ligar mais tarde e não ter ligado? Foi, com certeza, acho isso bem cruel da parte da pessoa. Porém, ao passar do filme, você vê que ele não é o "cara malvado", na verdade é até meio idiota também. Somente mais um idiota apaixonado nessa vida.

 A responsável por isso é Anna. Uma mulher que desde o princípio não parece se importar muito com ele, na verdade, mais parecia usá-lo como um escravo para suas massagens, e o "bobo da corte" ao qual procurava elogios para jogar sua auto estima lá em cima. Contudo, enquanto fazia compras em um mercado, acaba conhecendo Ben, um cara lindo e tão "sedutor" quanto ela, que tava na cara que estava jogando todo seu charminho em cima dele, que paspalho como só cai. Porém, acaba contando que é casado... mas isso não impede o relacionamento dos dois, não (homem safadu acaba com o carro riscadis, okay?).
 E ainda tem a cara de pau de voltar pra casa de cara lavada todo dia, mesmo até mesmo procurando por ela às escondidas, deixando a pobre Janine ter que cuidar da casa recém comprada, colocando as coisas em ordem (mesmo ela sendo uma personagem meio sem graça e tudo o mais, dá pra respeitar dela, mesmo em sua monotonia, ninguém merece ser traído. Colocar sua confiança em alguém e essa pessoa não valorizar... numps...). Ele até mesmo admite que "se casou cedo" por causa do ultimato de Janine, mas... nada, nada, justifica (obs: sei que muita gente odiou Anna, e eu realmente não gostei dela fazer Connor de otário, mas, no caso do homem casado, gente, ela estava solteira, o culpado foi ele, e somente ele que já tinha uma relação com outra pessoa).
 O triângulo, ou diria quadrado (?), amoroso acaba sendo um dos focos do filme.

Tu não pode ter as duas, Darling.
 Eu sei que o casal com mais amor do core era Beth e Neil (a chefe de Gigi e Janine e o amigo do vagabundo do Ben), que se amavam, mas tinham esse grande porém: Ela queria ser pedida em casamento após longos sete anos de namoro, já morando com ele e tudo o mais, porém ele não queria, não via necessidade. Sendo que a irmã mais nova dela estava prestes a se casar e ela se sentia sendo deixada para trás, ou melhor, sendo enrolada.
 Por fim, ela o colocou para fora depois do cara ter ficado sem palavras com a frase: "Você nunca vai me pedir em casamento, não é?" ao fim de uma discussão. Ele foi morar num BARCO
 Porém, por fim, ele se mostrou incapaz de viver sem ela, e ser um homem e tanto ao ir ajudá-la a cuidar de seu pai. Eu amei esse casal super simpático e perfeito. Quero um Neil pra mim.

 A amiga de Anna, Mary, foi uma personagem que, assim como Connor, teve uma introdução mas não tanto foco no desenrolar do filme. Na verdade, a maioria, se não quase todas as importantes, de suas cenas foi na companhia da loira-destruidora-de-casamentos. Mary é uma publicitária que sai com caras que conhece na internet, MySpace por exemplo, e é indiretamente, ou diretamente, rejeitada por todos.

"Agora você tem que checar todos esses portais/perfis diferentes somente para ser rejeitada por sete tipos de tecnologia diferentes"

 Por fim, chegamos a Alex. O gerente do bar em que Gigi vai na esperança de "topar" com Connor. Direto e com a incrível habilidade de ler as pessoas, ou melhor, os "sinais" que elas passam, desde o começo ele diz a verdade bem na lata dela: “Se um cara está te tratando como se não desse a mínima, ele literalmente não te dá a mínima.”

"Não ligue pra ele. Ele não gosta de você"
 Podemos ver o quanto essas palavras a afetam pelo modo que ela passa a agir e, mais, em como ela admirou a capacidade de falar a verdade dele que, no final, acaba virando o S.O.S dela nesses assuntos, aquele a quem ela começa a pedir ajudar para interpretar o que os caras estão, realmente, querendo com ela.
"Então, o que, agora eu devo supostamente correr de todos os caras que não gostam de mim? Não vai sobrar ninguém"
"Se um cara dá o número dele ao invés de pegar o seu, ele não está interessado. E também, se um cara quer ver você, acredite em mim, ele vai ver você"
"Não desdenhe meus sentimentos"
 De certa forma, podemos ver que eles desenvolvem uma espécie de amizade, e que a intenção de Alex é realmente ajudar Gigi a entender o porquê que os caras sempre somem, e que no fim os dois vai ficando mais próximos naturalmente por causa disso.
 O que a leva a, mais tarde, voltar à velha Gigi romântica e a faz pensar que isso é algum tipo de sinal. Isso a leva a cometer o erro de agir com isso na cabeça, até mesmo em uma festa dele. Fazendo as coisas "vergonha alheia" típicas em comédias românticas.
 E, novamente, nossa querida protagonista tem seus sentimentos... não diretamente correspondidos.

"Eu sei que posso fazer um monte de coisas estúpidas, mas eu estou muito mais perto de achar alguém do que você está"
 Eu que eu gosto desses personagens é que eles mostram que escutaram um ao outro, um cita as palavras do outros e relembra os momentos. E, quando Alex admitiu que ela estava certa quanto a isso, eu fiquei: OMG. Porque ele me confundia, agindo como se ligasse e ao mesmo tempo só estava ajudando ela, mesmo ele sendo aquele que geralmente deixava as coisas claras nesse quesito, demorou para ele entender que estava apaixonado por ela, foi preciso ouvir de terceiros para que se desse conta que todos os telefonemas, a festa, os conselhos, tudo, havia feito cair em amores.

"Uma pessoa sábia uma vez me disse que se um cara quer estar com uma garota, ele irá fazer isso acontecer, não importa o que"

 Uma outra coisa que eu gostei no filme foi, tipo, algumas passagens em que apareciam outras pessoas que não eram personagens do filme e contavam o que achavam ou o que passaram em determinadas relações amorosas que terminaram de maneira... frustrada. Isso fez com que o filme abrangesse também algumas outras situações, sei lá, acho que isso ajudou o espectador a se envolver ainda mais na história e até mesmo apontar e dizer: "Nossa, isso se parece com o que passei/estou passando".

 Para aqueles que não sabem, ele foi inspirado em um livro, que foi inspirado em um episódio da série Sexy and the City no qual o namorado da personagem Carrie explicava que nem sempre pode-se confiar nas desculpas dadas pelos homens (por isso que tem bastante disso ao longo do filme, o "se ele não liga no dia seguinte", "o que ele fala no começo e no fim do encontro", "se ele mente", "se ele trai", e esse tipo de coisas.... drama, mentiras... desculpas).
E o escritor dele, Greg Behrendt, faz uma pequena participação no filme, como o ministro do casamento da irmã de Beth (LOL, isso é muito Stan Lee).
 Falaram que o livro também é muito bom, quem sabe eu vá comprá-lo mais tarde para conferir se isso é verdade.

"Tem um cara aí fora que vai querer falar para todo mundo que ele é o seu namorado. Pare/desista de enrolar e vá encontrá-lo." 
Anyway.
 Eu realmente gostei desse filme. Foi divertido e em muitas partes eu me senti na pele de alguns personagens, principalmente Gigi.
 A mensagem do filme? Bem, acho que varia, para mim foi que:
  •  Não fique esperando ele ligar, e não coloque muitas expectativas num primeiro encontro.
  •  Se quiser, ligue você. Pra que esperar se você pode tomar a inciativa?
  •  Não desista do amor só porque um imbecil não conseguiu ver o quão maravilhosa tu é (o mesmo para os garotos que tem/tiveram uma Anna na vida de Connor).
  •  Objetivo de vida: Achar alguém que me ame como Neil e não se canse de me ouvir tagarelar sobre meus problemas como o Alex.

Citações preferidas:
Alex: Porque as mulheres fazem isso? tentam achar um significado oculto em cada coisinha que o homem faz, é loucura!
Talvez o final feliz, seja só seguir em frente.
Gigi: Uma pessoa sábia me disse que eu sou a regra,e que tenho que parar de pensar que os homens vão mudar pra ficar comigo,e que tenho que parar de achar que eu sou a exceção…
Alex: Você é a minha exceção.
"Neil: Eu te amo... muito. E quero te fazer feliz. Preciso disso. Para eu ter uma chance de ser feliz"
"Mary: As coisas mudaram. As pessoas não se encontram mais, em pessoa. Se eu quero me tornar mais atraente para o sexo oposto, não corto os cabelos - eu atualizo meu perfil. É simples assim".
"Gigi: Talvez ele tenha me ligado e eu não recebi o recado. Ou talvez ele tenha perdido meu telefone,ou talvez estivesse fora da cidade, ou talvez tenha sido atropelado por um táxi, ou sua avó tenha morrido.   Alex: Ou talvez não tenha ligado, porque não está interessado em vê-la novamente".
Gigi: Então você veio aqui as 11 horas para me entregar uma caneta de brinde?
Alex: Achei que precisava de um bom pretexto,é assim que se faz né?
Gigi: As vezes…
Alex: Eu não consigo parar de pensar em você,é um problema,eu passo pela sua casa,eu te ligo e desligo…fico igual a…
Gigi: Mim"
"Janine: Encare e diga às pessoas aquilo que você realmente é"
Todo filme que vemos, toda história contada, nos implora pra que esperemos a reviravolta do 3º ato. A inesperada declaração de amor. A exceção à regra. Mas, às vezes, nos focamos tanto em achar nosso final feliz, que não aprendemos a ler os sinais. Como distinguir os que nos querem e os que não? Os que ficam e os que vão embora. Talvez, esse final feliz não inclua um homem incrível. Talvez, seja você. Por conta própria. Catando os pedaços e recomeçando. Se guardando para algo melhor no futuro. Talvez o final feliz seja apenas seguir em frente. Talvez, o final feliz seja fazer isto: passar pelas ligações não retornadas e corações partidos, por todos os erros e sinais não vistos, pela dor e vergonha. Nunca perca a esperança.

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