31 de ago de 2014

Meio do ano e meio de nada



 Pois é, mais um ano que está se indo mais rápido do que eu consigo riscar os dias no calendário.
 E, o pior, eu ainda sinto que não fiz nada que.... sei lá, valha a pena comentar? Algo importante, bem, acho que não seria bem essa palavras, mas até que caiu bem aqui....


 A questão é que eu lembro de ficar escrevendo que eu não fazia nada da vida, comecei a trabalhar e fazer um curso, só que pior que sentir que tu tá desperdiçando sua vida com o nada é sentir que está desperdiçando com algo que não quer fazer. Não estou jogando a culpa completamente nisso, que até que me ajudou a ver certas coisas com outras perspectivas e perceber que, pelo menos, não é isso que quero para minha vida - em outras palavras, me fez crescer, amadurecer... um pequeno choque de realidade.
 Mas as vezes me pego pensando no que quero fazer, na verdade queria pedir pro mundo parar de girar para que eu possa descer ou ao menos conseguir pensar em algo direito. Nunca fui muito boa em tomar decisões e agora tenho que fazer isso sozinha, é um pouco assustador.
 E libertador.
 Tenho tantas coisas que quero fazer. Primeiramente, ir para outra cidade. Ficar longe de todo mundo daqui e até da minha família por um tempo, não que eu não goste deles, mas sabe quando você só precisa de um tempo, dar um restart? Esse desejo de subir num palco e escrever roteiros... é, pois é, aparentemente eu não sirvo para dissertações, mas meus professores sempre falaram que tenho muita criatividade, ótimos contos e um português que segue bem as normas ortográficas, porém eu deveria começar a seguir o tema proposto - eu faço isso no ENEM, okay? Eu simplesmente odeio ter que fazer coisas impostas pra mim.
 Como não tenho coragem para suportar a dor de uma tatuagem, poderia fazer mais furos em minhas orelhas - isso também está na lista.
 Gostaria de viver sozinha também, ou quem sabe dividir um apartamento com alguém. Pergunto-me qual deve ser a sensação de você poder sair sem dar satisfação para alguém, fazer as compras por si só, ter uma estante de livros só sua.
 Acho que estavam certos quando disseram que minha essência é solitária. Talvez seja.
 Como exatas está fora de cogitação, estava pensando em fazer artes cênicas, literatura, línguas ou filosofia/sociologia (se eu fizesse sociologia, iria fazer um doutorado em antropologia e psicanálise só para poder escrever minhas próprias teses).
 Quem sabe viajar para o exterior, escrever um livro e plantar lírios (Lírios da Chuva, Calla....).
 Mas, somente estou falando de planos, e mais planos, e ainda não fiz nada. Não faço nada.
 Ah, bem, mas quem sabe um dia... quem sabe...

Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte: o riso a cavalo e o galope do sonho. É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver.
— Ariano Suassuna

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