28 de jul de 2013

Histórias Cruzadas - Filme


 Eu sei que esse filme não estava na lista das futuras sinopses, mas merece estar - esqueci-me dele, yeap, erro meu. Se você clicar em "Ler Mais" entrará na de Review/Spoiler, já estou alertando.

Histórias Cruzadas 
(The Help, no título original)
Inspirado do livro The Help de Kathryn Stockett

Gênero: Drama
Direção: Tate Taylor
Elenco:  Ahna O'ReillyAllison JanneyAmy BeckwithAnna CampAnna JenningsAshley JohnsonAunjanue Ellis,Becky FlyBrian KerwinBryce Dallas HowardCarolSuttonCharles CooperChris LowellCicely TysonCleta Elaine EllingtonCoyt BaileyDana IveyDavid OyelowoDiana CooperDonBrockEleanor HenryElizabeth Smith,Emma HenryEmma StoneFlorence 'Flo'RoachHenry CarpenterJessica ChastainJohnTaylorKathryn Ursy,Kelsey ScotLaChanzeLauren MillerLeslie JordanMary SteenburgenMary Taylor KillebrewMike VogelMillicent.

Sinopse:
Mississipi, década de 1960. Skeeter (Emma Stone) acabou de terminar a faculdade e sonha em ser escritora. Ela põe a cidade de cabeça para baixo quando decide pesquisar e entrevistar mulheres negras que sempre cuidaram das "famílias do sul". Apesar da confusão causada, Skeeter consegue o apoio de Aibileen (Viola Davis), governanta de um amigo, que conquista a confiança de outras mulheres que têm muito o que contar. No entanto, relações são forjadas e irmandades surgem em meio à necessidade que muitos têm a dizer, antes da mudança dos tempos atingir a todos.


 Um dos meus filmes favoritos agora.
 Sempre que ouvimos sobre escravidão e coisas dessa época (como, por exemplo, o fato dos negros terem que usar banheiros diferentes e serem mandados a descer do ônibus ou dar lugar a um branco) logo temos a ideia de que isso foi a muito tempo, parece até que foi a eras, séculos, atrás. Mas isso não é verdade, infelizmente, é recente e ainda existem pessoas preconceituosas, embora eles não sejam loucos de se revelar por saberem as consequências dessa discriminação - tive o desprazer de conhecer pessoas racistas, então, sim, ainda existem esse tipo de pessoa com a mente fechada e vaga.
 Sempre gostei de pesquisar sobre o assunto, me informar mais sobre o que aconteceu, como e o porquê, e conforme você cava mais fundo vê mais absurdos.
 Esse filme não retrata dessa maneira tão forte, mas não deixa de impactar da mesma forma e nos fazer refletir sobre igualdade e, até mesmo, uma parte triste da história.


 E tudo isso começa com uma jornalista recém formada e inconformada (desculpem o trocadilho) e que via as coisas de uma maneira diferente e decidiu compartilhar com os outros, expor sua opinião. Skeeter é uma das muitas crianças que foi criada por mulheres de cor (como eles se referiam aos negros) e criou laços com essa empregada, ao retornar a cidade ficou chocada ao não encontrá-la mais. Ou seja, foi despedida. Ela a via como sua mãe, aquela que a criou, a ser quem ela era, aquela em que ela se inspirava, aquela com quem ela se importava.
 Bem que Aibileen diz, em uma das partes do filme, que é uma estrada solitária quando uma mãe não acha sua criança bonita - era o caso de Skeeter, que cresceu ouvindo os garotos da cidade, por isso nunca namorou, e sua própria mãe dizer isso.

"É uma estrada solitária se uma mãe não acha sua criança bonita"
 É claro que Aibileen não aceitou de primeira - era uma coisa difícil de ser fazer, ao assistir a esse filme, devemos ter em mente a época que retrata, os anos 60, na mesma época em que Martin Luther King (citado no filme, até) começava a liderar várias marchas e protestos pacíficos nos Estados Unidos em defesa dos direitos iguais entre brancos e negros, fim do preconceito e discriminação racial, ou seja, era uma coisa "nova" ou, melhor dizendo, "em mudança" e aqueles que tomavam tais atitudes podiam ser agredidos ou até mortos pelos cruéis membros da Klu Klux Klan (que, eu peguei no ar, foi meio que citada pela, megera racista do filme,Hilley quando ela diz: "pare com isso, Skeeter, existem pessoas mais racistas nessa cidade, racistas de verdade" - eita, dublagem boa - e, ainda no filme, uma morte foi citada, não realmente mostrada, onde a causa foi a KKK).
 Mas, depois de um tempo, ela acabou topando. O primeiro passo é sempre o mais importante em uma jornada, não?
"Essas vadias vão ver só...."
 Entre as personagens que eu gostei, está mãe de Hilly, sim, a Senhora Walters.
 Depois de uma frase dela, passei a pensar sobre isso, que foi em um dos momentos que sua filha brigava com a empregada, Minny, a Sra. falou: "pare com isso, Hilly, seu pai estragou você" o que nos faz pensar que racismo, pode sim, passar de pai pra filho. Ou seja, não adianta dizer pra uma criança: "faça tudo que seus pais mandarem, obedeça seus pais" se os pais dessa criança são uns merda, você vai estar incentivando ela a ser uma merda por favor, tentem acompanhar minha linha de raciocínio que dá certo.
 Porém, mais tarde, Hilly coloca a mãe em um hospício.

"Cala boca, Hilly, ou vai ficar sem os dentes"
 Enfim, o livro começa a andar também quando Minny, uma empregada - e ainda por cima da Hilly, decide contar suas histórias também. Ela é outra personagem que eu admito e gosto muito no filme, porque é uma negra durona que sabe se virar, tem um gênio forte e, infelizmente, sofre violência é espancada pelo marido, mas nunca deixou que isso abalasse, tanto é, que no final ela tira seus filhos da guarda daquele cafajeste e continua ajudando sua amiga Aibileen, o que também lhe confere um voto de confiança por ser uma boa amiga.

"A questão é.... que eu tô cansada dessa merda toda"

 Outra personagem que amei foi Celia, que era considerada lixo branco e é evitada por todas as vadias mulheres da sociedade, ou socialites, da cidade. Ela contrata Minny, após a mesma ser demitida pela megerazinha da cidade, por não saber cozinhar e tenta esconder isso do marido, enquanto Minny limpa a casa e cozinha para ambos. É esposa de Jhonny, que já teve uma história com Hilly. Celia perde o bebê e fica totalmente arrasada, até a santa Minny chegar e ajudá-la a passar por isso, o que faz com que ambas se tornem amigas. Ela nunca desprezou sua empregada, apesar dos vestidos provocantíssimos que usa, ela é uma mulher doce, alegre e, acreditem, saltitante.
 Mais tarde, ela e seu marido contratam Minny permanentemente e, em sua casa, ela não irá ter mais de sofrer o que sofria nas mãos do diabrete da Hilly.

"Tá louca, mulher? Pare de causar"
 Mas, depois de tudo isso, você deve achar que Skeeter sempre odiou as garotas da cidade, o que não é bem verdade. Yeap, ela é amiga de infância de Hilly, Elizabeth e as outras bitches da cidade, mas, por sorte e felicidade da mesma, ela não possuí esses pensamentos grotescos e infundados sobre os negros, tanto é que ela foi a que teve a ideia inicial de fazer o livro.

"Vocês não sabem que eu sei de tudo, bitches"
 Uma coisa bem mostrada no filme, foi o fato de as crianças gostarem das empregadas que cuidam muito bem delas, por exemplo, a Mae, filha de Elizabeth, que adora Aibileen e sempre é apoiada por ela (já que sua mãe só a critica e bate nela, tanto é que, antes de ir embora da casa de Elizabeth, Aibillen diz: "dê uma chance a sua filha"). E até as empregadas acabam criando laços com as crianças, porque elas convivem com elas, criaram elas e isso acaba gerando um vínculo emocional como o de uma mãe mesmo.

"Você é gentil, você é esperta, você é importante"

O que, também, nos remete a Constantine, a empregada que criou Skeeter. Ela era, até que, bem tratada pela família. Até o dia em que sua filha, Rachel, (que pelo o que vemos nos flash backs, também era recebida pela família, mas não como uma pessoa branca) entra pela porta da frente enquanto a mãe de Skeeter recebia umas velhas meio que "importantes" (não lembro qual era o status delas), como ela já estava velha, caduca tadinha, foi só mais um motivo para despedi-la. Infelizmente, logo após isso, ela morre.

"Vá se perguntar isso: Eu irei acreditar em todas as coisas ruins que esses tolos falão sobre mim hoje?"
 Charlotte, que é a mãe de Skeeter, guardou esse segredo até o último segundo. Ela é uma mãe dominadora e que está com câncer. Queria que sua filha seguisse seus ideais e se comportasse como ela quer ou, melhor dizer, acha devido/apropriado. Seu desejo era fazer de sua filha uma dama e casá-la, mas, depois do lançamento do livro, ela expulsa uma Hilly irada de sua varanda, e diz para Skeeter: "A coragem, as vezes, pula uma geração. Obrigada por traze-la de volta à nossa família. Eu nunca senti tanto orgulho de você, Skeeter"

"Vou falar de novo... tá feio"
 Ah, sim, não posso deixar de falar sobre Stuart, o cara que teve um encontro as cegas com Skeeter. Ele é o filho de um Senador, parecia super apaixonado por ela, até descobrir sobre a histórias das empregadas domésticas e o livro. Após uma discussão em com Skeeter, ele vai embora. Eu tenho que falar sobre ele, porque ele representa as pessoas que achavam/acham que está tudo bem, não veem o problema ou fingem que não existe, por isso, eu acho e digo isso, caso você conheça alguém assim... sai fora que é zica. Mesmo sendo muito gato, como é o caso do Stuart, acredite, não vale a pena.

"Bolado com essa situação... #Refletindo"
 E, por fim, para finalizar essa postagem, vou falar sobre Aibileen, a empregada negra que tomou a iniciativa. Seu filho morreu atropelado, porque não o atenderam no hospital por ele ser negro, isso só é revelado mais a frente, e, para que sua memória não seja varrida e esquecida como as coisas que ele acreditava, ela decidiu falar. Aibileen é uma mulher de bom humor e calma, diferente de Minny. Simples, é empregada de Elizabeth e frequenta sempre a igreja. E que, com a ajuda de Minny, consegue convencer mais empregadas a contarem suas histórias para o desenvolvimento e publicação do livro de Skeeter.
 Não se foi graças a atuação brilhante dessa atriz ou a própria história e personalidade dessa personagem que me fizeram ficar tão... sei lá... ligada a ela. Uma mulher que sofreu muito e poderia sofrer mais, que colocou tudo a perder pelo seu ideal. Esse tipo de pessoa que te mostra que para mudar o mundo não é preciso muitas coisas além de uma caneta, papel e ideias e ideais justos e honestos para que lutar. Ela mesma disse, ao final do filme, quando Hally ameaça prende-la: " Eu tenho muito para escrever. Afinal, papel lá é de graça".

"Quero ver você repetir isso agora, Hilly"

 Enfim, existem muitos mais detalhes e coisas para se dizer sobre esse filme, esse review até ficou muito raso sobre o que mais poderia falar sobre ele, ou seja, só assistindo mesmo para que vocês mesmos tirem suas ideias, reflexões e ensinamentos. Mas, tudo isso se resume por igualdade e não, isso não é pouca coisa. Nós devemos ver todos como seres humanos iguais, não importa sua cor, classe social, religião, gênero ou opção sexual, a base de tudo é respeito. E, se isso é uma coisa que você quer pra você mesmo, querido, você tem que começar respeitando os outros.
 Tratar a todos como seres humanos e respeitando os direitos de cada um e amor e carinho não vê cor nem raça, acho que essa é a principal mensagem do filme.

"Que pena que tu perdeu o bofe... parte pra próxima, vai pra NY, querida"

 Ao longo do filme, são ditas muitas frases bacanas, uma, inclusive, do próprio Martin L. King. Eu as usei ao longo do post, confira ela e mais algumas:
  • "É uma estrada solitária se uma mãe não acha sua criança bonita".
  • "Dê uma chance a sua filha"
  • "Você é gentil, você é esperta, você é importante"
  • "Vá se perguntar isso: Eu irei acreditar em todas as coisas ruins que esses tolos falão sobre mim hoje?"
  • "Gostaria que você não sentisse pena de si mesma. Isso que é feio. Feio é algo que cresce por dentro. É cruel e doloroso como garotos. Mas você não é como eles, é?"
  • "A coragem, as vezes, pula uma geração"
  • "Todos os dias, enquanto não estiver morta, quando acordar de manhã, você terá que tomar decisões"
  • "Não importa a cor do cabelo, o estilo das roupas, muito menos a cor da pele. Nada disso define caráter"
  • "Ninguém nunca tinha me perguntado como era ser eu"
  • "Frango frito faz a gente se sentir bem na vida"

8 comentários:

  1. Adorei saber sobre esse filme, sempre quis assistir ele, acho que racismo até hoje é algo que é muito comum é poucos se importam
    beijos

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    1. Ah, é muito bom mesmo, recomendo xD
      Yeap, infelizmente é assim as coisas hoje em dia, apesar de que, graças a Deus, não é mais como antigamente, mas ainda existem pessoas idiotas.

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  2. "Frango frito faz a gente se sentir bem na vida" kkkk adorei! E concordo plenamente com todas as frases, principalmente a do frago e.e Vou baixar ele pra assistir com a minha momis depois ^^)

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    1. Frase épica u-u
      Principalmente com a do frango kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk xD
      Ah, sim, eu tenho que lembrar minha senha no nyah pra comentar sua fic xD

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  3. Oii mulehr como ta??? kkk desculpe a afinidade mas tenho uma tag pra vc >>>
    http://k-dramaonline.blogspot.com.br/2013/07/is-time-tag.html

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    1. To bem, lucy \\o//
      Ahhh, valeuuu, já respondi essa tag - já havia ganho da Mabel, mas mesmo assim obrigada

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  4. Nossa que filme lindo. Com certeza vamos assistir, sua review ficou muito bom e nos fez refletir ao longo do texto. Valeu pela dica :D :D
    -PromSpace

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    1. Eu sei, eu gosto muito dele xD kkkkkkk ~agora quero ler o livro :T
      Obrigada, vocês são mara u-u

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